10 de maio de 2010

Análise do Texto: ENSINAR HISTÓRIA de Maria Auxiliadora Schmidt e Marlene Cainelli

Análise do Texto: ENSINAR HISTÓRIA de Maria Auxiliadora Schmidt e Marlene Cainelli O texto de Maria Auxiliadora Schmidt e Marlene Cainelli oferece aos leitores da obra a oportunidade para entrar em contato com as propostas recentes destinadas ao ensino de História. Salientam a importância de uma aula ministrada de forma clara, agradável e enriquecedora. Um projeto contínuo de aprendizagem recíproca entre docentes e discentes, através do diálogo e da relação entra o tema e a concepção do aluno sobre a mesma. As respectivas autoras apontam técnicas, métodos e recursos didáticos para que o ensino seja dinâmico e apreciativo perante a sala de aula. As estratégias de ensino elencadas pelas educadoras, considerando os métodos e técnicas aplicadas são procedimentos relevantes para a organização do saber, articulando elementos constitutivos do saber histórico com os do fazer pedagógico. Mutuamente proporcionando aos alunos a participação deste processo de fazer, contar e narrar a história. Schmidt e Cainelli após margear seus ideais do processo educativo do ensino da História nos dias atuais abordam em segundo plano os conceitos dos principais métodos utilizados hoje em sala de aula, e sobre eles dialogam com o leitor as técnicas e a eficácia destas em sua aplicabilidade. Em relação à abordagem magistral compreende esta como um método tradicional, onde o professor é o único transmissor do conhecimento, e o aluno mero assistente. É uma linguagem descritiva da história, de cunho factual e modelo determinista, atualmente mais utilizada no ensino médio e superior. Já a abordagem dialogada é aplicada em tese no ensino fundamental, e sua técnica é levar os alunos a interagirem com o tema proposto, de caráter interativo. Porém tal método necessita da colaboração da classe e do domínio do professor em ser um propagador do entretenimento coerente com a realidade dos fatos do passado e seus alcances na temporalidade, para que assim não haja uma concepção propriamente positivista, onde as maiorias dos alunos entendem do tema exposto uma pseudoverdade e não a realidade histórica. Entretanto salientam os autores que a abordagem dialogada é enriquecedora no processo ativo do saber-fazer, desde que esta atenda requisitos de disciplina. A abordagem construtivista também em pauta pelos doutrinadores adere à concepção da auto-aprendizagem experimental, ou seja, impregnada pela transmissão documental, do saber através da leitura e conceitos concebidos por outros doutrinadores, há uma presunção da veracidade dos documentos em detrimento ao ponto de vista epistemológico, sem apreciação do espírito humano sobre o fato, não cogitam o sonho ou a abstração hipotética. O questionamento existe, de forma preliminar, mas cogitar a realidade é algo não concebido, uma vez que a leitura e suas diversas ramificações pelo campo científico podem expor uma verdade mais convincente. Exposto os moldes da abordagem em sala de aula cabe ao professor utilizá-los de acordo com a necessidade verificada no âmbito escolar, uma vez que é a realidade deste local, a localização do mesmo, e a comunidade participativa que implicará nos métodos a serem utilizados. Agindo o docente com competência e paixão em seu labor é que propiciará aos demais a formação de cidadãos esclarecidos. Adiante, a obra “Estudar História”, traz uma abordagem na qual se compreende como um modelo técnico a ser desenvolvida ao ministrar uma aula, uma passagem pelos recursos didáticos em situações de: Explicação contínua; Aulas sequenciais; e Trabalho com dossiês. E em ambas as situações as autoras refletes sobre os mecanismos aplicados em cada situação, uma variante para que o ensino não seja monótono, desprovendo o fastidioso ensino teórico e cronológico na qual a história se perdurou por muito tempo em termos de objetividade da disciplina. Após explicitar as técnicas e modelos pedagógicos coerentes com a formação escolar contemporânea e relevante para a construção do saber-fazer recíproco entre docentes e discentes, as autoras Maria Auxiliadora Schmidt e Marlene Cainelli esboçam planos de aulas e sua aplicabilidade como um todo de forma disciplinadora e educativa de respectivos temas. E seus ensinamentos propostos em dissertação narrativa e explicativa e resumidamente elencada nesta breve análise sobre a obra faz com que futuros professores, educadores, historiadores assimilem os ideais de que a educação é um processo contínuo e evolutivo, e que o alicerce desta eterna construção do conhecimento é o amor e a dedicação no que se propõem a fazer.
Para exemplificar, segue acima um dos novos método de ensinar história. Vale a pena assistir.
Winderson Marques

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